Salve o Pantanal: Queime o Capital!

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O Pantanal arde em chamas. A Amazônia está igualmente ameaçada. O desemprego e a precarização de nossas vidas aumentam, em parte graças a uma pandemia em parte por ação de um governo fascista que sacrifica as classes mais pobres para beneficiar capitalistas, enquanto ao mesmo tempo cerceia nossas liberdades.

O que falta acontecer para nos revoltarmos e nos levantarmos para barrar a destruição do mundo e de nossas vidas?

Confiamos nas corporações por tempo demais! – Censura no YouTube.

Depois de o Facebook apagar páginas de centenas de pessoas e grupos anarquistas e antifascistas, agora foi a vez do YouTube apagar um de nossos vídeos por supostamente “violar as diretrizes da comunidade”. O vídeo O Que é Violência?, uma tradução do vídeo do coletivo subMedia foi removido por apresentar “conteúdo explícito ou violento” e que o mesmo não seria aceito “fora de contexto” ou apresentado de forma “apelativa e sensacionalista”.

 

 

Porém o vídeo está mais do que contextualizado. Longe de serem imagens de violência sem um propósito ou a simples glamourização da violência, o vídeo é uma crítica à violência massiva inerente em nossa sociedade. A remoção deste material não é uma forma do Youtube/Google de proteger as espectadoras de imagens particularmente chocantes. Até porque não há nenhuma imagem no vídeo que não apareça nos telejornais e praticamente todas essas cenas foram retiradas de outros vídeos no próprio Youtube. Isso é sim uma tentativa de pautar os discursos, ditar quais são aceitáveis e criminalizar ou banir tudo aquilo que ameaça o status quo. É o mesmo jogo  que Trump e Bolsonaro jogam ao tentar criminalizar o movimento antifascista e classificá-lo como “grupo terrorista”. É óbvio que corporações irão sempre proteger o Estado (apesar dos falso discurso neoliberal de Estado mínimo) pois dependem de ferramentas estatais, como a polícia, pra proteger o seu monopólio, os seus privilégios e manter a população submissa aceitando vender sua vida a elas em troco de migalhas.

Não devemos nos surpreender com essa perseguição e sim entender isso como apenas uma escalada de um cerceamento cada vez maior às nossas liberdades e da criminalização de movimentos sociais.

Se queremos um mundo mais livre, mais igualitário e justo, precisamos construir alternativas para não depender das ferramentas corporativas e estatais, criando e tomando controle dos meios de produção, de comunicação e formando redes de apoio mútuo e solidariedade.

É nessa busca que a Antimídia, junto com os coletivos subMedia e It’s Going Down, e cada vez mais grupos e pessoas que se somam a nós, criaram juntos a kolektiva.media e kolektiva.social. A primeira é uma plataforma para compartilhamento de vídeos de coletivos e individualidades anarquistas e anticoloniais, enquanto a segunda é um servidor de Mastodon, uma rede social descentralizada e livre. Afinal, acreditamos que é a comunidade que deve decidir o que é um discurso aceitável ou não, baseado nos princípios da liberdade, da solidariedade e igualdade.

Foda-se o Google! Foda-se o Youtube! Foda-se o Facebook! Foda-se o Twitter!

Queime a lei antiterror! Solidariedade com o Arquipélago.

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No Arquipélago ocupado pelo Estado filipino, foi aprovada uma nova lei antiterrorismo em 2020 que limita a liberdade de expressão, aumenta a vigilância da população, permite a prisão sem mandado e ameaça quem se opõe ao Estado com prisão perpétua, sem direito à liberdade condicional.

A definição de “terrorismo” é abstrata de propósito, para se encaixar em qualquer inimigo do Estado e dividir as pessoas entre “boas” e “más”. Quando ameaçado por levantes populares o Estado usa a figura do “terrorista”, para isolar e criminalizar as pessoas e movimentos que buscam mudanças mais radicais, além daquilo que o Estado considera aceitável. Anarquistas, antifascistas, organizações de trabalhadores, a luta contra a violência policial ou contra poderes coloniais têm sido alvo dessa tática.

Demonstrar solidariedade com as pessoas criminalizadas por lutar é parte de qualquer luta por um mundo mais justo e igual.

Fora Duterte! Abaixo os Estados, os verdadeiros terroristas!

Morte ao Estado! Liberdade a Monica Caballero e Francisco Solar!

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Ao longo de toda história, anarquistas sempre sofreram perseguição do Estado. Isso pois a simples ideia de um mundo mais livre e solidário, onde o poder coercitivo do Estado não só é desnecessário, mas indesejável, é por si só uma ameaça a quem detém o poder. E aquelas pessoas que tentam colocar essas ideias na prática e fazer frente à violência estatal podem tomar como certo que terão a atenção do aparato repressivo do Estado.

Monica Caballero e Francisco Solar estão passando justamente por isso. Foram sequestrades pelo Estado no dia 24 de julho de 2020. E agora correm o risco de passar vários anos em alguma prisão chilena. Liberdade para Monica e Francisco! Todo apoio à luta do povo Mapuche que também sofre com a repressão do Estado Chileno!

Esse vídeo foi produzido como parte do Dia De Agitação e Propaganda com Preses Anarquistas, dia 14 de agosto de 2020.